O Benfica saiu claramente prejudicado da meia-final da Taça da Liga frente ao SC Braga, num encontro marcado por uma arbitragem muito contestada de João Pinheiro e por uma intervenção do VAR que ficou aquém do exigido num jogo desta dimensão. A análise técnica de Pedro Henriques é contundente e aponta erros graves que tiveram influência direta no desenrolar da partida.
Logo na primeira parte, ficaram dúvidas por esclarecer em vários lances, mas foi no segundo tempo que surgiram os episódios mais polémicos. Aos 55 minutos, ficou por assinalar um penálti a favor do Benfica, quando a bola embate no braço de Vítor Carvalho dentro da área, numa posição considerada irregular e com volumetria, situação que, segundo o especialista, justificava o castigo máximo.
Pouco depois, aos 69 minutos, Prestianni protagonizou uma entrada violenta, de sola e com uso excessivo de força sobre Ricardo Horta. O lance foi apenas sancionado com cartão amarelo, quando, de acordo com as leis do jogo, deveria ter resultado em expulsão direta, colocando em risco a integridade física do jogador do SC Braga.
Mas as falhas não ficaram por aqui. Pedro Henriques sublinha ainda que houve pelo menos dois cartões vermelhos diretos por mostrar ao longo do encontro, além de decisões disciplinares incoerentes que contribuíram para um clima de grande tensão dentro e fora das quatro linhas.
A expulsão de Nicolás Otamendi, já nos minutos finais, por acumulação de cartões amarelos, acabou por agravar o sentimento de injustiça no lado encarnado, sobretudo porque o central argentino foi alvo de uma falta não assinalada no lance que antecedeu o cartão decisivo.
No final, a nota atribuída à arbitragem foi negativa (3 em 10), com críticas claras tanto ao árbitro principal como à equipa de videoarbitragem. Para Pedro Henriques, trata-se de um jogo “muito difícil”, mas onde os erros cometidos não podem ser ignorados, sobretudo numa competição decidida ao detalhe.
A atuação da arbitragem deixa, assim, fortes motivos de queixa no Benfica, que se sente prejudicado numa noite em que as decisões do juiz da partida acabaram por marcar mais o jogo do que o futebol jogado.