O ambiente é de máxima concentração e confiança no seio do SL Benfica antes da decisiva deslocação ao terreno do Real Madrid, num duelo que vale a continuidade na competição europeia. Apesar da desvantagem trazida da primeira mão, os encarnados acreditam que é possível dar a volta ao resultado no Santiago Bernabéu.
Na antevisão ao encontro, o treinador adjunto João Tralhão assumiu o papel de porta-voz da equipa, uma vez que José Mourinho se encontra castigado e optou por permanecer em silêncio antes da partida. Ainda assim, deixou claro que o técnico continua totalmente envolvido na preparação do jogo e será, na prática, quem orientará a equipa, mesmo sem estar na área técnica.
“O foco é total. Sabemos da complexidade do jogo, mas viemos na máxima força e quem entrar em campo estará a 100 por cento”, garantiu o adjunto, reforçando a ambição encarnada para um encontro que foi descrito como uma verdadeira final.
Um dos temas que marcou a conferência foi a arbitragem. O Benfica deixou um recado direto ao juiz esloveno Slavko Vinčić, pedindo igualdade de critérios após algumas queixas relativas ao primeiro jogo. “É um grande árbitro, esperamos que respeite o gigante Real Madrid, mas também o gigante Benfica, com o mesmo critério para as duas equipas”, afirmou Tralhão, numa mensagem clara antes do apito inicial.
Sobre o plano de jogo, a equipa técnica acredita que existem fragilidades no adversário que podem ser exploradas. A estratégia está definida ao detalhe e passa por manter a identidade que Mourinho tem implementado desde a sua chegada, independentemente das peças utilizadas.
Mesmo sem o treinador no banco, o grupo mostra-se unido e motivado para tentar uma reviravolta que poderia marcar a época. Para os encarnados, o duelo em Madrid não é apenas mais um jogo europeu — é uma oportunidade de afirmação perante um dos maiores clubes do mundo