Samuel Dahl passou de incógnita a certeza absoluta no Benfica de José Mourinho. Quando chegou à Luz, o lateral-esquerdo sueco era visto como uma solução provisória, sem estatuto para assumir a titularidade. O próprio treinador encarnado tinha dúvidas sobre a sua capacidade para ser dono do flanco esquerdo e, durante o mercado de inverno, chegou mesmo a ser ponderada a contratação de outro defesa para a posição.

A falta de confiança inicial ganhou força com o insucesso de Rafael Obrador, que não convenceu Mourinho e acabou emprestado ao Torino, deixando o sueco praticamente sozinho na corrida pelo lugar. Foi nesse contexto que Dahl agarrou a oportunidade e não mais largou. Jogo após jogo, o lateral mostrou consistência defensiva, fiabilidade tática e uma capacidade física que rapidamente chamou a atenção da equipa técnica.

Os números confirmam a importância crescente do sueco. Dahl é o segundo jogador mais utilizado do plantel, apenas atrás de Fredrik Aursnes, somando mais de 3.200 minutos em campo. Em 38 partidas disputadas pelo Benfica esta época, foi titular em 36 e completou os 90 minutos em 32 ocasiões, uma regularidade que o transformou numa peça-chave do sistema de Mourinho.

Desde outubro, o internacional sueco não falhou qualquer encontro, acumulando uma série impressionante de titularidades consecutivas. A confiança do treinador ficou bem patente nas declarações públicas, onde Mourinho admitiu que Dahl “não tem dado hipótese” à concorrência, travando a ascensão de José Neto, jovem promessa do clube.

Contratado em definitivo por nove milhões de euros e com contrato até 2029, Samuel Dahl é hoje muito mais do que uma solução de recurso. Tornou-se um dos pilares do novo Benfica, símbolo da capacidade de Mourinho em transformar desconfiança em rendimento e uma aposta certeira que reforça a ambição encarnada para o presente e para o futuro.

By Paulo

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