O empate frente ao Gil Vicente, consentido já perto do fim e com o Sporting reduzido a dez unidades, deixou marcas no balneário leonino. A frustração foi evidente, dentro e fora de campo, mas Rui Borges optou por uma abordagem pouco habitual: silêncio imediato e cabeça fria.

O treinador dos leões decidiu não falar ao grupo no final do encontro em Barcelos, entendendo que o momento pedia distância emocional antes de qualquer análise. A perda de dois pontos, aos 87 minutos, após a expulsão de Gonçalo Inácio, poderia ter impacto pesado no plano mental da equipa, sobretudo numa fase em que o FC Porto pode alargar a vantagem na liderança.

Apesar do desfecho amargo, Rui Borges ficou satisfeito com a entrega e a atitude competitiva dos jogadores. O técnico entende que a equipa fez o suficiente para vencer, falhou o segundo golo e acabou penalizada num contexto adverso, mas viu sinais claros de compromisso e união que quer manter intactos.

A reação começou já no regresso aos treinos, na Academia Cristiano Ronaldo. Os titulares realizaram trabalho de recuperação, enquanto os restantes jogadores trabalharam no relvado com intensidade, com o foco totalmente virado para a meia-final da Taça da Liga frente ao Vitória de Guimarães, marcada para terça-feira, em Leiria.

Internamente, esse jogo é visto não apenas como uma oportunidade de chegar à final, mas também como um momento-chave para relançar a equipa anímica e competitivamente. Rui Borges quer transformar a frustração do empate em combustível, reforçando a união do grupo e a crença no trabalho.

O empate doeu, a liderança pode ficar mais distante, mas a mensagem em Alvalade é clara: o Sporting não baixa os braços — e o treinador já está a mexer para que a resposta surja dentro de campo.

By Paulo

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