A luta por Carlos Álvarez está a incendiar o mercado e a provocar polémica dentro e fora das quatro linhas. O médio espanhol de 22 anos, uma das grandes revelações da LaLiga ao serviço do Levante, voltou a estar no centro das atenções após sofrer nova entorse no tornozelo e ser alvo de fortes entradas dos adversários. Mas a agressividade não se limita ao relvado: fora dele, clubes rivais do Benfica intensificaram a pressão para tentar garantir a contratação do jogador.

Recorde-se que Carlos Álvarez esteve muito perto de reforçar o Benfica no último verão. As negociações avançaram, o jogador agradava a Rui Costa e Roger Schmidt via nele um sucessor natural de Di María. No entanto, o negócio acabou por não se concretizar e o médio permaneceu no Levante, onde continuou a assumir protagonismo e a liderar a equipa dentro de campo.

Mas agora, a guerra reabriu — e ainda mais intensa. Segundo o treinador do Levante, Julián Calero, Carlos Álvarez está a ser “perseguido” por adversários que tentam travar o jovem talento com recurso a entradas duras e sucessivas faltas. “Vi jogadores a irem de forma muito agressiva atrás do Carlos. Isto não pode continuar, os árbitros têm de mostrar cartões”, denunciou o técnico, visivelmente frustrado após a derrota com o Rayo Vallecano.

Para piorar o cenário, Calero admitiu que o jogador está a tornar-se o “saco de pancada” da LaLiga, tudo para tentar quebrar o principal motor ofensivo do Levante. Carlos já soma duas lesões no tornozelo esta época, mas continua a ser peça-chave: leva dois golos e uma assistência em nove jogos no campeonato espanhol.

Enquanto isso, o interesse do Benfica permanece vivo, mas não está sozinho. Clubes espanhóis e ingleses surgiram na corrida e, segundo a imprensa local, já estudam propostas para janeiro. O Levante quer segurar o jogador, mas sabe que será difícil resistir caso chegue uma oferta financeiramente tentadora.

By Paulo

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