A entrada em 2026 trouxe sinais claros de confiança ao universo encarnado. A vitória frente ao Estoril por 3-1, na 17.ª jornada, não só permitiu ao Benfica fechar a primeira volta do campeonato de forma positiva, como reforçou a convicção interna de que a equipa segue no caminho certo, apesar da diferença pontual para os principais rivais.

Um dos dados mais relevantes prende-se com o facto de o Benfica ter terminado a primeira volta sem qualquer derrota na Liga, algo que não acontecia desde a época 2012/13. Esse registo alimenta a crença no balneário, ainda que a história mostre que, nessa temporada, as águias acabariam por terminar no segundo lugar. Ainda assim, o paralelismo serve de motivação e não de travão.

Comparando com a época passada, há também motivos objetivos para otimismo. A equipa orientada por José Mourinho soma 39 pontos, mais um do que na mesma fase de 2024/25, o que confirma uma evolução, mesmo num campeonato mais competitivo. O próprio treinador sublinhou, antes do jogo com o Estoril, o nível elevado dos adversários diretos, com especial destaque para o FC Porto.

No capítulo defensivo, os números mantêm-se sólidos. O Benfica sofreu 11 golos na primeira volta, sendo a terceira melhor defesa da Liga, apenas atrás de Sporting e FC Porto, repetindo exatamente o registo da temporada anterior. Trubin tem sido peça-chave nesse equilíbrio, com exibições consistentes e estatísticas que o colocam entre os melhores guarda-redes de 2025.

Já no plano ofensivo, os dados revelam uma curiosidade: o Benfica marca mais golos em casa, mas também sofre mais no Estádio da Luz. São 19 golos marcados em casa contra 17 fora, mas também 7 sofridos na Luz contra apenas 4 como visitante. Esta realidade ajuda a explicar porque Mourinho tem insistido na necessidade de tornar o Benfica mais dominante e seguro perante os seus adeptos.

Nesse contexto, o triunfo frente ao Estoril assume um peso simbólico especial. Foi a terceira vitória consecutiva em casa, depois dos sucessos frente ao Famalicão (1-0) para a Liga e ao Nápoles (2-0) na Champions, reforçando a confiança no rendimento no Estádio da Luz.

Para José Mourinho, o resultado teve ainda um significado pessoal: foi a 20.ª vitória como treinador do Benfica e a 85.ª no campeonato português, competição onde mantém um registo bastante positivo, com 68,55% de vitórias.

Com estes indicadores, o Benfica entra na segunda volta com razões claras para sorrir — consciente das dificuldades, mas sustentado por números, confiança crescente e um balneário cada vez mais alinhado com a ambição de lutar até ao fim.

By Paulo

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