O FC Porto confirmou um aumento histórico nos custos com pessoal durante o primeiro semestre da temporada 2025/2026, com a massa salarial e encargos a atingirem os €51,2 milhões, um crescimento de 34% face ao mesmo período do ano passado. Apesar do aumento expressivo nos gastos, a SAD conseguiu fechar o semestre com um lucro consolidado de 1,9 milhões de euros, mostrando equilíbrio entre investimento e sustentabilidade financeira.
Segundo o relatório enviado à CMVM, o aumento nos custos foi justificado por três fatores principais:
Reorganização interna – a integração da empresa FC Porto – Serviços Partilhados, S.A. trouxe para o perímetro da SAD toda a estrutura de pessoal de apoio, antes separada;
Investimento no plantel – salários de jogadores e equipa técnica principal foram reforçados, incluindo também a equipa feminina;
Rescisões – o clube assumiu custos elevados com indemnizações por cessação de contratos de trabalho, que saltaram de €933 mil para €5,5 milhões neste semestre.
A maior fatia da despesa continua a ser a remuneração de atletas e técnicos, que consumiu €31,1 milhões, contra €26,1 milhões no período homólogo, seguida pelos restantes funcionários, cujo custo subiu para €7,5 milhões.
Apesar do aumento de custos, a gestão portista conseguiu equilibrar as contas graças às mais-valias obtidas com a venda de passes de jogadores, como Francisco Conceição e Otávio Ataíde, que geraram receitas acima de €77 milhões, compensando o aumento das despesas e a ausência de receitas da Liga dos Campeões.
O presidente da SAD destacou que o investimento no plantel visa não só a competitividade imediata na Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões, mas também a valorização dos ativos do clube, reforçando o FC Porto como referência de solidez financeira e desportiva em Portugal.
Com este reforço significativo da estrutura e do plantel, os dragões continuam firmes na corrida pelo título e preparam-se para encarar os desafios da segunda metade da temporada com força e ambição renovada.