O nome de Mateo Tanlongo, médio do Sporting, voltou esta sexta-feira ao centro de uma enorme polémica jurídica em Espanha. O Supremo Tribunal espanhol rejeitou o último recurso do jogador, confirmando de forma definitiva a condenação ao pagamento de 1 milhão de euros ao Racing de Santander.
A decisão é final e irrecorrível, fechando um processo que se arrasta desde 2023 e que já tinha sido decidido em duas instâncias inferiores, sempre a favor do clube espanhol.
Tudo começou no verão de 2023, quando Tanlongo viajou para Santander para assinar contrato com o Racing. O médio chegou mesmo a gravar o vídeo de apresentação no Estádio El Sardinero, vestido com a camisola do clube e com o número 23 escolhido por si.
No entanto, poucas horas depois, o jogador e o seu agente desapareceram sem dar explicações, após receberem uma proposta do Copenhaga, deixando o Racing de mãos a abanar.
O jogador alegou mais tarde que nunca tinha assinado contrato, mas os tribunais espanhóis consideraram provado que existia um acordo laboral válido, com base em:
- Mensagens trocadas entre Tanlongo e o staff do Racing
- Emails entre Sporting, Racing e os representantes do jogador
- O vídeo de apresentação e a escolha do dorsal
Perante estas provas, o tribunal concluiu que houve quebra ilegítima de compromisso, obrigando Tanlongo a indemnizar o Racing em €1 milhão.
Em comunicado, o clube espanhol afirmou que esta decisão serve para “reivindicar a importância dos acordos firmados” e desejou ironicamente “boa sorte no futuro” ao jogador.
Tanlongo, que tem contrato com o Sporting até 2027, passou por vários empréstimos — Copenhaga, Rio Ave e Pafos — mas agora vê-se envolvido num caso que pode ter impacto financeiro e reputacional sério.
Mais uma novela jurídica que deixa o Sporting exposto a um dossiê delicado… fora das quatro linhas