O treinador do FC Porto fez esta quinta-feira a antevisão ao duelo frente ao FC Arouca, marcado para sexta-feira, no Dragão, numa conferência marcada pela emoção, ambição e vários recados para dentro e fora do campo.

Dor e apoio a Borja

A abrir, o técnico deixou uma mensagem sentida sobre o momento delicado vivido por Borja, após a morte da mãe. Farioli revelou ter falado várias vezes com o jogador nos últimos dias e garantiu total apoio do clube.

“O presidente já lá está e amanhã mais alguém irá ao funeral. Estamos à espera que ele volte o mais rápido possível”, afirmou, sublinhando a força do atleta, mas também a necessidade de lhe dar tempo para viver o luto.

Arouca elogiado… e levado muito a sério

Apesar do triunfo por 4-0 na primeira volta, Farioli deixou rasgados elogios ao trabalho de Vasco Seabra e à evolução recente do FC Arouca.

“É uma das equipas que pratica o futebol mais interessante. Organizada, competente nas bolas paradas e com números impressionantes na segunda volta”, destacou, alertando para os 12 pontos conquistados em seis jogos nesta fase da temporada.

“Somos uma equipa de monstros”

Confrontado com o calendário apertado — três jogos em dez dias — o técnico foi perentório: não há desculpas físicas.

“Sinto que somos uma equipa de monstros. Tivemos a segunda melhor performance física da época no último jogo”, atirou, elogiando a resposta do plantel às várias lesões que têm afetado setores-chave.

Lesões e regressos

Farioli confirmou que Thiago continua de fora, Martim está em fase adiantada de recuperação e Kiwior já treinou sem limitações, podendo ser opção.

Sobre Samu, recentemente operado, destacou o impacto emocional do regresso ao Olival: “Ver o sorriso dele e a energia que transmite é muito importante para o grupo.”

Benfica? “Não é assunto nosso”

Questionado sobre a possível vantagem do SL Benfica por estar focado apenas no campeonato, Farioli foi direto: “O nosso caminho é o que importa. Temos o destino nas nossas mãos.”

Sem entrar em cálculos, o treinador reforçou que olhar para os rivais pode ser uma distração numa fase decisiva da época.

Foco total antes do clássico

Mesmo com um clássico no horizonte, o técnico garantiu que não há espaço para facilitar — nem sequer na gestão disciplinar.

“Cada jogo conta o mesmo. Se for preciso levar um amarelo para salvar a equipa, leva-se.”

A mensagem ficou clara: respeito máximo pelo Arouca, confiança total no grupo e zero distrações. No Dragão, o próximo passo da “maratona” tem apenas uma cor — a camisola amarela

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