O FC Porto entrou no mercado de inverno com uma posição firme e sem margem para ambiguidades: não há estrelas à venda. Apesar do assédio crescente de gigantes europeus como Tottenham e PSG, a SAD azul e branca colocou um ponto final nos rumores e deixou claro que o núcleo duro do plantel é inegociável nesta janela de transferências.

A liderança da Liga e a vantagem confortável sobre os principais rivais reforçam a convicção da estrutura portista de que este é o momento de fechar fileiras e apostar tudo na conquista do título nacional. André Villas-Boas e Francesco Farioli estão totalmente alinhados nesta estratégia: manter a base da equipa, garantir estabilidade no balneário e atacar a segunda metade da época com força máxima.

Jogadores como Samu, apontado ao Tottenham, ou Alberto Costa, seguido de perto por PSG e Inter, não entram nos planos de saída. As cláusulas de rescisão elevadas e os contratos de longa duração dão tranquilidade à SAD, que vê nestes ativos não apenas valor de mercado, mas peças-chave no projeto desportivo. A mensagem é clara: só saem se baterem a cláusula — e mesmo assim sem facilidades.

No Dragão, o foco está totalmente virado para dentro. A prioridade absoluta é o campeonato e o consequente regresso à UEFA Champions League, objetivo que passa por manter a espinha dorsal da equipa intacta. Por isso, o mercado será cirúrgico: possíveis ajustes pontuais, mas nunca à custa da solidez competitiva do plantel.

Quanto a saídas, apenas casos residuais poderão acontecer, sobretudo envolvendo jogadores com menos minutos, como empréstimos para ganhar ritmo competitivo. Nada que belisque a ambição maior dos dragões.

Num mercado tradicionalmente propício a distrações e instabilidade, o FC Porto escolhe o caminho da força, da continuidade e da ambição. A ordem vinda do Dragão é inequívoca: as estrelas ficam, o foco é o título e o ataque é total até ao fim da época.

By Paulo

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