O empate entre Tondela e Benfica continua a dar que falar, com a arbitragem de Luís Godinho no centro da discussão. A análise detalhada de Pedro Henriques confirma um jogo tecnicamente exigente, com decisões corretas nas áreas graças à intervenção do VAR, mas também várias falhas que acabaram por penalizar os encarnados ao longo dos 90 minutos.
Na primeira parte, o lance entre Bebeto e Leandro Barreiro gerou fortes queixas do banco benfiquista, num momento em que o Benfica sentia que podia ter sido beneficiado com uma decisão mais dura. Ainda assim, o VAR revelou-se fundamental no penálti assinalado após ida do árbitro ao monitor, evitando um erro de maior dimensão e corrigindo uma decisão que, em campo, tinha deixado dúvidas.
Do ponto de vista disciplinar, Pedro Henriques aponta falhas claras. Houve pelo menos um cartão amarelo evidente que ficou por mostrar a um jogador do Tondela, o que acabou por permitir maior agressividade na abordagem aos lances, sobretudo sobre jogadores como Schjelderup e Prestianni, que foram constantemente travados em falta. Apesar de alguns amarelos bem exibidos por pisões, cargas por trás e cortes de ataques prometedores, a gestão disciplinar foi considerada irregular.
Outro ponto negativo prende-se com o tempo de compensação. No final do encontro, Luís Godinho concedeu cinco minutos, mas Pedro Henriques entende que o jogo deveria ter sido prolongado por mais tempo, sobretudo porque ainda decorria uma jogada ofensiva do Benfica quando o árbitro apitou para o final, retirando aos encarnados a possibilidade de um último lance de perigo.
Em balanço final, a arbitragem recebeu nota 6: trabalho globalmente positivo num jogo difícil, boa condição física e colocação no terreno, mas com erros que acabaram por prejudicar mais o Benfica do que o adversário. Num campeonato cada vez mais equilibrado, estes detalhes ganham peso extra e alimentam a sensação, entre os benfiquistas, de que dois pontos escaparam não apenas por mérito do Tondela, mas também por decisões que ficaram aquém do desejável.