Rui Borges reagiu ao despedimento de Rúben Amorim do Manchester United com um discurso marcado pela cautela e pela solidariedade, deixando transparecer que o episódio serve de alerta para todos os treinadores, independentemente do estatuto ou do trabalho realizado.

Na antevisão do encontro do Sporting frente ao Vitória de Guimarães, a contar para as meias-finais da Taça da Liga, o técnico leonino começou por manifestar apoio ao compatriota, sublinhando a instabilidade que caracteriza o futebol moderno. «A minha solidariedade para com o Rúben, como para qualquer treinador. Infelizmente, o futebol é feito disto», afirmou.

Rui Borges destacou ainda que a decisão do clube inglês apanhou muitos de surpresa, tendo em conta a posição ocupada pela equipa na tabela classificativa. «Era quinto ou sexto classificado e acaba por haver este despedimento. Isso mostra bem como, hoje em dia, ninguém tem garantias», referiu, deixando implícita a pressão constante a que os treinadores estão sujeitos, mesmo em contextos considerados positivos.

Apesar do cenário adverso, o treinador do Sporting fez questão de elogiar o trabalho e a qualidade de Rúben Amorim, mostrando convicção de que o futuro será risonho para o agora ex-técnico do Manchester United. «É um grande treinador e, de certeza, terá grandes projetos e clubes no futuro para continuar o seu trabalho», concluiu.

As palavras de Rui Borges refletem não só respeito por um colega de profissão, mas também uma leitura realista de um futebol cada vez mais impaciente, onde os resultados imediatos se sobrepõem à estabilidade e à continuidade dos projetos.

By Paulo

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