O presidente do Sport Lisboa e Benfica falou publicamente pela primeira vez após a tempestade mediática que se seguiu ao jogo frente ao Real Madrid, relativo ao play-off de acesso aos oitavos de final da UEFA Champions League.

Numa longa intervenção, Rui Costa saiu em defesa do jovem argentino Prestianni, rejeitou as acusações de racismo, respondeu às críticas internacionais dirigidas ao clube e a José Mourinho e esclareceu as imagens que circularam sobre alegadas confusões no túnel do Estádio da Luz.

Defesa incondicional de Prestianni

O dirigente encarnado foi taxativo quanto ao caráter do jogador, garantindo total confiança na sua versão dos acontecimentos.

Segundo Rui Costa, o atleta está a ser injustamente rotulado e o clube não tem dúvidas sobre a sua integridade. O presidente reforçou que, caso existisse qualquer indício de comportamento racista, o jogador não continuaria no plantel.

O Benfica apresentou recurso da suspensão aplicada, por considerar que nada está provado, e lamenta que o extremo não possa ajudar a equipa no jogo da segunda mão.

Críticas à UEFA e ao caso Valverde

Além da situação envolvendo Prestianni, Rui Costa também apontou o dedo ao que considera falta de coerência disciplinar, referindo um alegado lance de agressão de Federico Valverde que, na visão do Benfica, deveria igualmente ter resultado em castigo.

O presidente destacou que são situações diferentes, mas que ambas mereciam análise rigorosa por parte das entidades competentes.

Confiança antes do Bernabéu

Apesar da derrota na primeira mão, Rui Costa mostrou ambição para o duelo no Estádio Santiago Bernabéu, reconhecendo a enorme dificuldade, mas garantindo que a equipa acredita na reviravolta.

O líder encarnado recordou ainda o percurso irregular na fase inicial da Champions, seguido de uma recuperação que permitiu chegar a esta fase da competição.

Resposta às críticas internacionais e a Mourinho

Face às críticas vindas do estrangeiro, Rui Costa defendeu a história do Benfica como um clube inclusivo e antirracista, sublinhando que a identidade encarnada não pode ser colocada em causa por um incidente ainda por apurar.

O dirigente também rebateu os ataques dirigidos a Mourinho, considerando injustas algumas análises feitas no exterior.

“Não houve confusão no túnel”

Sobre as imagens que mostravam momentos de tensão após o apito final, Rui Costa negou qualquer altercação física.

Segundo explicou, a sua presença no túnel teve como objetivo evitar novos problemas disciplinares que pudessem comprometer jogadores para a segunda mão. Garantiu ainda que, se tivesse existido qualquer incidente grave, os delegados da UEFA teriam registado no relatório oficial — algo que não aconteceu.

Semana difícil dentro do clube

O presidente confirmou que houve conversas internas com jogadores e equipa técnica, admitindo que foi um período incómodo para todos, sobretudo para Prestianni, que considera estar a ser alvo de julgamento público antecipado.

Ainda assim, reiterou que o Benfica continuará ao lado do atleta até ao esclarecimento total dos factos.

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