A ausência de Luis Suárez obriga o Sporting CP a reinventar o ataque, mas a solução encontrada por Rui Borges promete surpreender os adeptos leoninos. Em vez de apostar apenas num substituto direto, o técnico deverá lançar uma frente ofensiva com dois jogadores a assumir funções de finalização, numa estratégia pensada para manter a capacidade goleadora da equipa.

Durante a semana, vários cenários foram testados em Alcochete. O jovem Rafael Nel surgiu como hipótese natural para ocupar a posição mais adiantada, enquanto Souleymane Faye também foi experimentado numa função mais central. No entanto, a solução que ganha força passa por uma adaptação tática inesperada: Pedro Gonçalves poderá assumir papel mais ofensivo, funcionando praticamente como segundo avançado ou falso nove.

A possível titularidade de Pedro Gonçalves mais perto da baliza não é novidade absoluta, mas ganha ainda mais relevância num contexto de ausência do goleador colombiano. A sua capacidade de remate, mobilidade e inteligência entre linhas fazem dele uma arma perigosa para desmontar defesas fechadas, podendo formar dupla ofensiva com outro elemento da frente de ataque.

Há ainda outras peças importantes no puzzle. Fotis Ioannidis deverá regressar aos convocados, embora apenas com minutos limitados devido à condição física, enquanto Geny Catamo tem via verde para integrar o onze, mantendo o dinamismo pelo corredor direito.

Perante estas opções, o Sporting poderá apresentar um onze com maior mobilidade ofensiva e menos referência fixa na área, apostando na imprevisibilidade para superar o adversário. A estratégia mostra que Rui Borges não quer apenas substituir Suárez — quer reinventar o ataque leonino.

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