No Sporting CP, a rotina de treinos e preparação física vai receber atenção especial nas próximas semanas devido ao período do Ramadão, cumprido pelos jogadores Diomande e Faye. Este mês sagrado do islamismo, que envolve jejum do nascer ao pôr do sol, termina a 19 de março e exige um equilíbrio delicado entre fé e desempenho desportivo de alto nível.
O Ramadão é uma prática seguida por quase dois mil milhões de pessoas em todo o mundo, correspondendo a cerca de 25% da população global. Durante este período, os muçulmanos abstêm-se de ingerir alimentos e líquidos ao longo do dia, dedicando-se também à oração e à meditação espiritual. Para atletas profissionais, esta combinação de jejum e exigência física representa um desafio considerável, sobretudo em clubes que competem em níveis tão elevados como o Sporting.
Em Alvalade, a Unidade de Performance do clube está a acompanhar de perto Diomande e Faye, ajustando planos de treino, recuperação e alimentação fora do horário do jejum para garantir que os atletas mantêm energia, concentração e rendimento em campo. Este acompanhamento individualizado tem sido essencial para equilibrar os sacrifícios do jejum com as necessidades físicas e tácticas da equipa.
O Sporting já demonstrou em temporadas anteriores sensibilidade e organização para lidar com situações semelhantes, garantindo que os jogadores em jejum possam cumprir a sua fé sem comprometer o desempenho colectivo. A monitorização envolve ajustes em intensidade de treino, hidratação pós-jejum e suporte nutricional, permitindo que os atletas continuem a evoluir e a contribuir para o grupo, mesmo em condições físicas exigentes.
Além do impacto físico, os treinadores e a equipa técnica também estão atentos ao bem-estar mental e emocional de Diomande e Faye, conscientes de que este período implica um esforço de disciplina e concentração fora do normal. A combinação entre treino inteligente, gestão de carga física e apoio psicológico visa otimizar a performance individual e coletiva do Sporting durante o Ramadão.
A presença destes dois atletas em pleno cumprimento do jejum é também um sinal de diversidade e inclusão dentro do clube, refletindo a capacidade do Sporting de respeitar diferentes crenças e culturas, sem comprometer a competitividade da equipa. O acompanhamento personalizado é, portanto, uma estratégia que alia respeito à religião com exigência desportiva.
O impacto do Ramadão já foi sentido em outros campeonatos europeus, como na Inglaterra, onde clubes ajustam rotinas e planos individuais para jogadores muçulmanos, mostrando que esta prática é compatível com alto rendimento quando bem gerida. Em Portugal, o Sporting assume o mesmo compromisso, garantindo que Diomande e Faye mantenham a performance ao longo de toda a temporada.
Nos próximos jogos e treinos, a atenção a estes atletas será redobrada, com ajustes táticos e físicos que permitam que a equipa continue competitiva, sem colocar em risco a saúde ou o bem-estar dos jogadores. Este acompanhamento reforça também a confiança do clube na gestão inteligente de recursos humanos, valorizando o talento individual dentro da dinâmica coletiva.
O Ramadão, embora desafiante, é encarado como uma oportunidade para demonstrar disciplina, resiliência e profissionalismo. O Sporting, ao gerir este período de forma estratégica, mostra que consegue equilibrar exigência física, sucesso desportivo e respeito pelas crenças dos seus atletas, mantendo a equipa preparada para os desafios do campeonato e competições europeias.