O Sporting já está no terreno a preparar o futuro. A saída de Morten Hjulmand no próximo verão é vista em Alvalade como praticamente inevitável e, por isso, os responsáveis leoninos trabalham antecipadamente na identificação do sucessor do capitão. A decisão nada tem que ver com o recente episódio disciplinar que o afastou de um jogo: trata-se, sim, de uma estratégia planeada perante o forte assédio internacional.
Contratado no verão de 2023, o médio dinamarquês assumiu-se desde o primeiro dia como peça nuclear. Com liderança, intensidade e qualidade na construção, tornou-se rapidamente o farol da equipa. No entanto, o crescimento exibicional e a valorização de mercado tornaram previsível a dificuldade em segurá-lo por muito mais tempo.
Dupla saída obriga a investimento
Além de Hjulmand, também Hidemasa Morita está em final de contrato e deverá deixar o clube, o que amplia a necessidade de reforços. Assim, o meio-campo leonino prepara-se para uma remodelação profunda, com pelo menos duas entradas previstas.
Durante o mercado de inverno, chegou a ser equacionada a contratação imediata de um médio, caso Morita tivesse saído. Contudo, a administração optou por adiar o investimento estratégico para o verão, já com o cenário completo definido.
Aposta interna ganha força
Se há mudanças no horizonte, também há continuidade. João Simões é visto como aposta sólida de presente e futuro. O jovem de 19 anos já é primeira opção ao lado de Hjulmand e representa a nova geração leonina no centro do terreno.
Por outro lado, Daniel Bragança procura consolidar-se após um longo período de paragem por lesão. O talento nunca esteve em causa; agora, o objetivo é recuperar consistência competitiva.
Já Giorgi Kochorashvili, contratado ao Levante, continua com o futuro em análise. Pode ainda afirmar-se como solução interna ou, em alternativa, ganhar minutos noutro contexto competitivo.
Mercado será decisivo
O Sporting sabe que a substituição de Hjulmand não será simples. O dinamarquês combina liderança, inteligência tática e presença física — atributos difíceis de replicar num só jogador. Por isso, a SAD leonina trabalha com vários perfis referenciados, consciente de que será necessário investimento significativo para manter o nível competitivo.
Depois de duas épocas de afirmação, o capitão parece pronto para um salto para um campeonato de maior dimensão. Em Alvalade, a convicção é clara: perder uma referência pode ser inevitável, mas antecipar o futuro é obrigatório.
O verão promete agitar o leão — e o novo dono do meio-campo já está a ser procurado.