O Sporting voltou a provar que só se rende quando o árbitro apita para o final. Em Alvalade, frente ao Nacional, os leões arrancaram uma vitória dramática por 2-1 com assinatura do inevitável Luis Suárez, que voltou a marcar já nos descontos (90+6’) e manteve a equipa firme na luta pelos lugares cimeiros da Liga.
Quando o empate parecia inevitável, o avançado colombiano apareceu com frieza e classe para decidir, transformando a ansiedade das bancadas em explosão de alegria. Não foi apenas um golo: foram dois pontos “roubados” ao tempo, três somados à tabela e uma mensagem clara aos rivais — o Sporting está vivo e não larga o topo.
Suárez voltou a ser o rosto da resiliência leonina. Com este tento, chegou aos 18 golos no campeonato e aos 25 na temporada, números que o colocam em fevereiro muito perto da melhor época da carreira. Mais do que metas individuais, o camisola 97 tem sido sinónimo de esperança para os verdes e brancos, sobretudo nos momentos de maior aperto. Não é por acaso que o Sporting soma já várias vitórias arrancadas para lá dos 90 minutos, quase sempre com o colombiano no centro da decisão.
O triunfo ganha ainda maior peso no contexto da classificação. A equipa de Alvalade mantém-se na perseguição direta aos primeiros classificados e chega embalada ao próximo desafio grande, com a confiança reforçada e a crença intacta no objetivo maior: lutar pelo título até ao fim.
Além da corrida coletiva, Suárez está também lançado na disputa individual. A Bola de Prata, atribuída ao melhor marcador do campeonato, é um objetivo assumido, numa luta intensa com Pavlidis, do Benfica. A regularidade, a frieza nos momentos decisivos e a capacidade de aparecer quando mais conta fazem do colombiano um sério candidato.
O Sporting pode não dominar sempre, pode sofrer mais do que desejava, mas tem algo que poucos têm: um avançado que não perdoa e uma equipa que não desiste. Enquanto houver jogos, descontos e um Suárez em campo, os leões continuam a cheirar o topo — e a acreditar.