Rui Costa surpreendeu ao revelar que a chegada de Roger Schmidt ao Benfica teve um protagonista inesperado nos bastidores: Nuno Gomes. O presidente benfiquista contou, em entrevista à CMTV, que foi o antigo avançado quem o alertou de que Schmidt não iria renovar contrato com o PSV Eindhoven. Perante essa informação, Rui Costa acelerou o processo e escolheu o treinador alemão entre várias opções disponíveis. Sem comissões envolvidas, Nuno Gomes teve apenas um papel de observação e apoio, mas a sua intervenção acabou por mudar o rumo do clube, dando início a uma nova era que culminou com a conquista do campeonato nacional em 2022/23.
Na entrevista, Rui Costa falou também da atual campanha eleitoral no Benfica e garantiu que acredita na reeleição, apesar das críticas e das alegadas campanhas “sujas” que diz estar a sofrer. Afirma-se como o principal alvo dos ataques, mas insiste que não respondeu com provocações ou ataques pessoais. Acrescenta ainda que, independentemente de quem vencer, a missão mais importante será unir os benfiquistas e devolver estabilidade ao clube.
Questionado sobre a gestão do plantel e as vendas recentes, Rui Costa foi direto: os clubes portugueses terão sempre de vender para sobreviver no futebol moderno. Usou o caso de João Neves como exemplo e revelou que, apesar de o Benfica lhe oferecer o salário mais alto do plantel, seria sempre menos de metade do que o PSG podia pagar. Por isso, não se arrepende da venda e sublinhou que, perante o interesse dos gigantes europeus, é difícil segurar jogadores. Recordou ainda que o futebol português não consegue competir com os salários e estruturas financeiras dos colossos do Top-5 europeu.
Rui Costa deixou claro que o objetivo para os próximos anos é reduzir a instabilidade no plantel, evitar mudanças excessivas de jogadores e consolidar o projeto com Schmidt no comando técnico. A revelação sobre Nuno Gomes nos bastidores apenas mostrou que, por vezes, as grandes decisões começam com um simples alerta – e este acabou por mudar o futuro do Benfica.