O FC Porto recebeu uma importante vitória fora das quatro linhas depois de o Tribunal Central Administrativo Sul ter anulado o castigo de dois jogos aplicado a William Gomes pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. A decisão caiu como uma bomba no panorama do futebol português e reacende o debate sobre critérios disciplinares no campeonato.

O jogador tinha sido suspenso na sequência de uma expulsão frente ao Casa Pia AC, após uma entrada sobre David Sousa. No entanto, a defesa portista avançou com argumentos jurídicos que convenceram o tribunal de que a punição aplicada não tinha base legal suficiente, levando à aceitação da providência cautelar.

Tribunal aponta falha na lei usada para punir

O ponto decisivo da decisão esteve na interpretação do regulamento disciplinar. O Conselho de Disciplina tinha considerado que a ação do atleta foi negligente, ou seja, sem intenção de atingir o adversário. Porém, segundo os juízes, o artigo utilizado para justificar a punição só prevê sanções quando existe dolo — intenção clara — e não apenas negligência.

Na prática, o tribunal concluiu que não existia fundamento legal para aplicar dois jogos de suspensão ao jogador portista, dando razão à estratégia jurídica apresentada pelo clube e pelo atleta.

FC Porto falou em prejuízo profissional

Durante o processo, o FC Porto defendeu que a execução imediata do castigo poderia prejudicar seriamente a carreira do jogador, afetando não apenas o rendimento desportivo da equipa, mas também a reputação e valorização profissional de William Gomes. O tribunal reconheceu a urgência do caso, sobretudo porque o atleta poderia falhar jogos importantes.

Apesar de anular a punição, os juízes deixaram um reparo claro ao comportamento do jogador em campo, considerando que a entrada esteve “abaixo do padrão de prudência exigível a um profissional”, embora sem intenção deliberada de agressão.

Reforço para os dragões dentro e fora do campo

Com esta decisão, o FC Porto ganha um reforço inesperado para os próximos compromissos, numa fase exigente da temporada. O caso também poderá abrir precedentes para futuras situações disciplinares, uma vez que levanta dúvidas sobre a aplicação de normas em casos semelhantes.

Entre adeptos portistas, a decisão foi recebida como uma prova de que o clube tinha razão desde o início, enquanto no universo futebolístico português cresce a discussão sobre a consistência das decisões disciplinares.

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