O Benfica arrancou 2026 com sinais claros de preocupação no balneário. As águias enfrentam um verdadeiro tsunami de lesões, num momento em que o calendário não dá tréguas e a margem de erro é praticamente nula. José Mourinho vê-se obrigado a gerir o plantel “com pinças”, numa fase decisiva da temporada.

O caso mais grave é o de Enzo Barrenechea. O médio argentino sofreu uma subluxação traumática do ombro direito num treino antes do jogo com o Estoril e arrisca uma paragem de várias semanas. Está fora da meia-final da Taça da Liga frente ao SC Braga e é dúvida séria para o clássico com o FC Porto, nos quartos de final da Taça de Portugal.

Como se não bastasse, António Silva voltou a dar um susto ao sentir um problema muscular durante o aquecimento do encontro com os canarinhos. O central apresenta um edema de contusão muscular na coxa direita, situação que obriga a cautela por parte da equipa médica.

Aursnes, o maior risco

Entre todas as dores de cabeça, Fredrik Aursnes é talvez a que mais inquieta Mourinho. O norueguês não está lesionado, mas apresenta sobrecarga competitiva elevada, o que aumenta significativamente o risco de paragem. O treinador foi claro após o jogo com o Estoril:

«Neste momento é um jogador de risco.»

Aursnes já participou em todos os 32 jogos da época, foi titular em 30 e só não completou 90 minutos em nove ocasiões. Além da polivalência, soma quatro golos e seis assistências, o que explica a dificuldade em retirá-lo do onze sem perder qualidade.

Nove indisponíveis e soluções curtas

O boletim clínico do Benfica conta atualmente com nove jogadores, muitos deles com lesões graves e de longa duração. Alexander Bah continua a recuperar da cirurgia ao ligamento cruzado, Bruma enfrenta uma longa paragem após rotura do tendão de Aquiles, e Dodi Lukebakio só deverá regressar entre fevereiro e março. A estes juntam-se Nuno Félix, João Veloso, Joshua Wynder e o guarda-redes Samuel Soares.

Manu Silva surge como substituto natural de Barrenechea, mas o médio ainda procura ritmo competitivo depois de uma lesão grave no joelho, o que limita as opções de Mourinho.

Janeiro sem piedade

O contexto torna-se ainda mais preocupante olhando para o calendário: SC Braga (Taça da Liga), possível final com Sporting ou Vitória, deslocação ao Dragão, jogos da Liga e ainda confrontos europeus frente a Juventus e Real Madrid. Tudo isto em apenas 26 dias.

O próprio Mourinho já assumiu que o Benfica não tem profundidade suficiente no plantel para rodar com qualidade, tornando este cenário de lesões um fator decisivo na luta pelos objetivos da época.

Com tantos problemas físicos e um calendário implacável, o Benfica entra numa fase crítica a lutar contra o tempo, o desgaste e a falta de opções. O alerta está lançado na Luz.

By Paulo

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