O antigo capitão das águias voltou a incendiar o debate em torno da polémica entre Vinícius Júnior e Prestianni, após o jogo frente ao Real Madrid CF, e deixou críticas duras à postura institucional do clube da Luz.

Numa longa publicação nas redes sociais, Luisão mostrou-se “preocupado” com a forma como o Benfica reagiu às acusações de racismo feitas pelo avançado brasileiro.

«Não posso esconder a minha preocupação diante da postura adotada pelo clube», começou por escrever, apontando o que considera ter sido uma adesão imediata ao discurso do jogador acusado, “sem interesse genuíno em apurar os acontecimentos”.

Uso de Eusébio foi “doloroso”

O antigo defesa foi ainda mais longe ao criticar a utilização do nome de Eusébio na defesa pública do clube.

«O uso da imagem de Eusébio, nossa maior lenda, como escudo foi no mínimo doloroso», atirou, considerando também preocupantes as tentativas de descredibilizar a alegada vítima.

Luisão recordou os valores que diz ter aprendido desde que chegou à Luz, em 2003, sublinhando que o Benfica “sempre foi maior do que qualquer circunstância” — algo que, na sua opinião, está agora em causa.

“Crise moral” na Luz

O ex-internacional brasileiro fala mesmo numa “crise moral” e lança perguntas diretas:

«Do lado de quem estamos? Queremos enfrentar o problema de frente ou varrê-lo para debaixo do tapete?»

Para o histórico capitão, a discussão ultrapassa rivalidades ou nomes próprios: trata-se de princípios.

«Racismo não é opinião. É uma chaga que precisa ser combatida com firmeza e responsabilidade.»

“O tempo mostrará quem esteve de que lado”

Às vésperas de mais um aniversário do clube, Luisão diz ser “doloroso” ver o “gigante Benfica” sofrer “nas mãos de quem tenta apequená-lo moralmente”.

Numa mensagem que está a gerar forte reação entre adeptos, o antigo capitão termina com uma frase carregada de simbolismo:

«O tempo se encarregará de mostrar, com plena justiça, quem esteve de que lado das trincheiras.»

As palavras do histórico central prometem prolongar — e intensificar — a polémica que continua a abalar os bastidores encarnados.

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